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Equador quer que países ricos paguem "dívida ecológica"

 

O governo do Equador propôs na Cúpula dos países que compartilham a bacia amazônica, realizada nesta quinta em Manaus, que as nações ricas paguem uma "dívida ecológica" a aquelas que não contribuíram na poluição mundial.

 

Em comunicado emitido em Quito, o chanceler equatoriano, Fander Falconí, que participou da reunião, disse que "é necessário ter presente que do excesso de emissões por habitante no planeta deriva uma responsabilidade ambiental histórica e atual, que deve ser calculada e concretizada".

 

"Para os governos de nossos países, que historicamente não têm nenhuma ou pouca culpa, o que procede é reivindicar a dívida ecológica", enfatizou Falconí.

 

Falcioni comparou os números de toneladas de emissões de carbono dos países pobres com os números dos demais países. "A média mundial é de cerca de quatro toneladas por habitante, mas muitos países pobres do mundo estão abaixo dessa média. A humanidade em conjunto tem que reduzir as emissões em 50% ou 60%, quanto antes melhor", disse o chanceler, citando relatórios do Painel Internacional de Mudança Climática.

 

"O Equador está consciente que queimar as reservas de carvão, petróleo e gás, ao ritmo atual, leva a um desastre climático", concluiu.

 

 

 
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