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| A bucha e o hábito da bucha |
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Dizem que “o hábito faz o monge”. Fato é, que o hábito de “tomar banho de Bucha” faz o corpo. Da pele revigorada aos músculos massageados, o corpo agradece. Ao primeiro homem que teve essa idéia. Ou melhor: foi capaz desta observação. Observar no fruto da Bucha – na sua anatomia mais engenhosa que qualquer geometria possa, as suas duas utilidades primárias e que diretamente o relacionam ao nosso corpo: abrasividade e massagem. Pela primeira, nos oferece uma limpeza suave da pele, retirando as células mortas, reabrindo os poros à respiração.
Pela Segunda, promove uma agradável massagem dos músculos e nervos ao longo do corpo, propiciando combate direto à celulite, estrias e varizes, pela incrementação da circulação sanguínea.
Enfim, o “hábito da Bucha”, em si altamente relaxante, possibilita também correções de posturas corporais, pelo conhecimento do próprio corpo no exercício da auto-massagem.
Sabemos que esse ‘achado’, é coisa que veio da mama África para o Brasil e de um tempo em que se vivia mais face a face com a natureza. Tornou-se um hábito cultural saudável, bem brasileiro. Atualmente com confirmação científica, esses benefícios para o corpo, de tão evidentes, fizeram com que “o hábito” criasse raízes no inconsciente coletivo nacional. Mesmo tendo a Bucha permanecido fora do mercado formal nas últimas décadas, daí alijada pela novidade das esponjas sintéticas, coloridas, com design e marketing, e no entanto incapazes de substitui-la enquanto ‘modelo de utilidade’ perfeito, da Natureza para o Homem.
Hoje, para achar esse ‘achado’, basta usar uma boa BUCHA SIRIUS. Garantindo um produto de qualidade, através de tecnologia original de cultivo e colheita, criamos uma classificação dos distintos estados em que se pode obter a fibra. Desta forma destinando-as com especificidade para a sua melhor utilização, conforme o tipo de pele e partes do corpo.
Chegamos a três tipos de fibras: Fibra Tenra (para lavar/massagear o rosto e o corpo em geral); Fibra Forte (para lavar/massagear, cotovelos, joelhos e os pés); e ainda, a Baby Bucha (a fibra mais sedosa para a pele mais macia).
Ainda oferecemos as BUCHAS SIRIUS tingidas com o corante natural do Urucum, tonificante para a pele; e nas versões aromáticas: Erva Doce ou Erva Cidreira.
Objetivo
Introdução da Bucha Vegetal (com sua múltipla diversidade anatômica) no mercado formal dedicado à higiene corporal, reavivando o saudável hábito cultural brasileiro de “tomar banho de bucha”. Inclusive com vistas a exportar tal hábito, e conseqüentemente o produto: Bucha Vegetal.
Arrazoado
A Bucha - ou o assim popularmente conhecido fruto da trepadeira com o mesmo nome, de folhas e flores precisamente nos tons verde-amarelo da nossa bandeira (“detalhe” que de per si, já marca o seu marketing como “coisa nossa”, tanto para vendê-la aqui como para o consumidor global), da família das cucurbitáceas, cultivada e subespontânea, e para o Brasil (para a nossa cultura), de origem africana, não apenas aquela portada na semente que de lá migrou, mas e principalmente na correta utilização desse emblemático ‘modelo de utilidade’ primitivo, doado ao Homem pela Natureza - é sem dúvida alguma uma planta típica para ser redescoberta numa “cultura do Terceiro Milênio”. Ecológica, orgânica, biodegradável.
O Brasil - ou o país tropical no qual a planta em questão adaptada ao clima e solo desde longa data, veio a se incorporar aos ‘usos e costumes’ da população - é, para o consumidor do grande mercado do primeiro mundo, precisamente a imagem de uma cultura de juventude, saúde e natureza.
Assim, é a partir da ilação existente entre estas informações que poderemos interagir o Projeto A BUCHA VEGETAL BRASILEIRA, e também traçarmos uma estratégia com vistas a atingir seu objetivo.
Histórico
A Bucha, trazida pelo povo africano com a sua cultura, inicialmente usada na senzala, passou daí a casa grande, e finalmente tornou-se um ‘objeto de uso’, indispensável em toda casa brasileira. Para a higiene corporal e doméstica em geral. Isto, até aí pela chegada dos anos 50. Com o advento da “cultura do plástico”, A Bucha - relegada a condição de “coisa arcaica”, muitas vezes socialmente vista como “fora de moda” - foi perdendo espaço para a concorrência das esponjas sintéticas, coloridas, de dupla abrasividade e lançadas no mercado com design e marketing.
Mas, principalmente para a higiene corporal, o uso da Bucha não desapareceu totalmente, permanecendo no inconsciente coletivo da cultura nacional. Sobrevivendo no mercado informal dos Mercados Centrais e Feiras Livres das grandes cidades, afora o interior, aonde a encontramos com mais facilidade, muitas vezes cultivada para consumo familiar e presentear parentes e amigos.
No entanto, ultimamente pudemos observar que a atual expansão acelerada de uma cultura naturalista, orgânica, e de uma consciência ecologicamente preocupada com a utilização de biodegradáveis, vem trazendo à tona a memória daquele inconsciente. E então de poucos anos para cá, iniciou-se a penetração da fibra da bucha vegetal no mercado formal, para o uso da higiene corporal. Principalmente aquele mercado formador de opinião, das lojas de produtos naturais e prestador de serviços no trato do corpo e estética, com recomendação cientifica de dermatologistas, etc.
Mas para que isto pudesse acontecer, o processo industrial/comercial primeiramente preocupado com a aparência, houve por bem desconstruir A Bucha enquanto ‘modelo de utilidade’ que a natureza nos oferece em diferentes formas e tamanhos, conforme as variações genéticas da planta. E assim é que todos os ‘modelos de utilidade’ confecciona-
dos e colocados hoje no mercado, desconsideraram da anatomia original do fruto da Bucha, talvez o seu potencial de maior importância para a saúde corporal, além daquele da abrasividade que está diretamente ligado à limpeza das células mortas da pele, no ato de esfregar. Falamos aqui do poder massageador da Bucha, considerada a sua anatomia própria. Pois esta consiste de uma fina camada exterior de fibra, que envolve na sua forma triangular um núcleo central de aspecto lenhoso, de fibra mais forte (de onde se retiram as sementes quando a bucha é colhida e batida). Este núcleo é secionado por três canais de aeração, proporcionando assim no conjunto de sua forma, as condições perfeitas para o massageamento dos músculos, inclusive combatendo a celulite, estrias e varizes pela incrementação da circulação sangüínea.
Buchas Sirius
Eis então porque, considerando serem os diferentes frutos da bucha os melhores ‘modelos de utilidade’ até agora inventados para a higiene corporal, decidimos por lançá-la no mercado formal. Também no intuito de informar a um maior número de pessoas, sobre o que elas têm a ganhar nesse contato direto com um fruto/forma vindo diretamente da natureza para servir ao seu corpo.
Para tanto, atra-vés de tecnologia original de cultivo e colheita, criamos uma classificação dos dis-tintos estados em que se pode obter a fibra. Desta forma destinando-as com especi-ficidade para a sua melhor utilização, conforme o tipo de pele e partes de o corpo.
Chegamos a três tipos de fibras: Fibra Tenra (para lavar/massagear o rosto e o corpo em geral); Fibra Forte (para lavar/massagear, cotovelos, joelhos e os pés); e ainda, a mini, a que demos o nome Baby Bucha (a fibra mais sedosa para a pele mais macia).
Também, cuidamos de agregar-lhe o valor utilitário simples, de um cordão/colar para pendurá-la após o banho diário. Com a finalidade de conservar a Bucha seca, defendendo-a de fungos, por ela ser biodegradável. Optamos por um colar de contas de “lágrimas de N. Senhora”, pela sua beleza e sanidade. Também, criamos a opção de buchas tingidas com o corante natural do Urucum, tonificante para pele. E nas versões aromáticas: Erva Doce e Erva Cidreira.
No mais, terminando de “vesti-la” como se faz necessário a qualquer produto para entrar no mercado formal, cuidamos de embalá-la (até mesmo por se tratar de produto para higiene) e dar-lhe uma marca, criando-lhe ademais um slogan: BUCHAS SIRIUS – “Pra Lavar a Alma do Mundo”.
Estratégia:
A estratégia visando atingir o objetivo proposto, deve portanto levar em consideração que estaremos lançando não apenas um velho produto novo, para um novo mercado consumidor. Mas que isso se dará, fundado no reavivamento (ou relançamento) de um (sempre jovem) velho hábito cultural: “tomar banho de bucha”.
Assim, em torno à engenhosidade latente na presença em si do fruto da Bucha Vegetal - com sua construção exótica e em suas diferentes formas e tamanhos -, sendo vendido como se fora mais um ‘modelo de utilidade’ oferecido pela indústria ao mercado, temos a agregar-lhe valor - além do mencionado colar -, o repassar das informações adquiridas pelo hábito (no caso entregue como um brinde ao consumidor): sobre o como usar A Bucha, e os benefícios que advirão do hábito.
Após estas primeiras considerações, importa ainda fazer as seguintes observações a fim de traçarmos a estratégia em si.
A Bucha Brasileira, hoje mais que tal parece ser Mineira. Talvez por mais força nas tradições, fato é que ao que nos consta, somente aqui se desenvolveu uma cultura agrícola da Bucha, em três pólos produtores, por ordem de importância: Município de Bonfim, Cipotânia e Inconfidentes. Ultimamente dando sinais de migrar para outras regiões, enquanto outros Estados começam a despertar interesse pela cultura. Apesar da produção ser ainda em pequena escala, Minas exporta para São Paulo. Não apenas para a indústria de ‘modelos de utilidade’ confeccionados para higiene corporal, como também, para o acolchoamento de segurança nos bancos de carros e aviões, pela sua propriedade de não ser inflamável.
Daí uma segunda observação deve ser feita. É que, fundado no objetivo presente, cuidamos apenas do lançamento do fruto da Bucha, no mercado formal para higiene corporal, a nível nacional, visando a exportação. Mas devemos ter em mente que o potencial futuro de utilização da fibra é imensurável. Parafraseando o slogan de um dos produtos que nestas últimas décadas ajudou na substituição de seu uso, diríamos que ela ainda será conhecida como “a fibra das mil e uma invenções”. Pelas mãos de muitos artesãos espalhados pelo país, já existem hoje várias peças de decoração bem como ‘modelos de utilidade’ fabricados com a fibra da Bucha. Arranjos florais, bolsas, chinelos, tapetes...
Concluindo: pela situação própria do Potencial Econômico aqui enfocado - com o seu conseqüente potencial de geração de emprego, de divisas, e principalmente de auto-estima inventiva de soluções nacionais, criador da nossa moeda de originalidade na competitividade global -, a estrutura necessária à sustentação da estratégia a ser traçada, pressupõe a montagem de um quebra-cabeça unindo os múltiplos interesses, governamentais, institucionais e empresariais, diretamente envolvidos com a questão, ou que, certamente virão a compreender o seu envolvimento natural, ao serem convidados a participar.
Montado, assim se vê o quebra-cabeça do Projeto: A BUCHA VEGETAL BRASILEIRA
Governo do Estado SIRIUS Prod. Ind. de Minas Gerais e Comércio Ltda. (1)
Prefeituras Municipais Empresa de dos Polos Produtores e Outras Cosméticos
EMATER-MG Atacadista Distribuidor de Cosméticos (2)
SEBRAE-MG Agência de Publicidade (3)
(1) Empresa Rural, produtora de Bucha (2) atuando em nível nacional, de preferência com projeto internacional (3) de preferência com projeto internacional
Agora podemos imaginar duas frentes de atuação interligando a ação estratégica dos Parceiros.
Primeiro, os Parceiros Institucionais com a orientação da Agência de Publicidade, cuidarão de promover através dos meios de comunicação, um ressurgimento do saudável hábito cultural brasileiro de “tomar banho de bucha”.
Serão feitas reportagens em revistas semanais com distribuição nacional, e em programas dominicais de televisão: levantando os aspectos históricos e sociológicos da criação/difusão de tal hábito; analisando com embasamento científico as vantagens sanitárias e recomendações para a saúde; as vantagens ecológicas; focalizando aspectos botânicos da planta, e econômicos das culturas existentes; etc.
Por outro lado, os Parceiros Empresariais e Institucionais, em um trabalho coordenado com as comunidades de produtores agrícolas – que inclusive deverá levar em conta o calendário da safra –, cuidarão de preparar um estoque x de buchas, cultivadas e colhidas em conformidade com a tecnologia necessária à obtenção do padrão e das classificações acima mencionadas. Cuidando ainda de tingir e aromatizar uma parte, e principalmente de colarizar (*) todo o estoque. Mantendo-se atentos à um cronograma de lançamento da Bucha Colarizada no mercado formal, a ser montado em âmbito nacional.
Tomando como parâmetro campanhas publicitárias que de tempos em tempos promovem lançamentos de produtos como Bambolês e Yô-Yôs, imaginamos, por exemplo:
1. que a “mania” da “Bucha Colarizada” pode vir acompanhada de música e dança própria, rememorando o iê-iê-iê: “tomo um banho de bucha!...” no lugar de: “tomo um banho de lua!...”.
2. uma vez que estamos tratando de reavivar um antigo hábito cultural gestado no seio miscigenado de nossa Identidade Nacional, intuímos apenas, da possibilidade de um musical intitulado: “Uma Bucha Pra Dois”
(*) (colocar na bucha o cordão/colar de “lágrimas de N. Senhora”) Finalizando: podemos alcançar o pleno sucesso do Objetivo proposto pelo Projeto, calcado simultâneamente, no lançamento das “buchas colarizadas” no mercado formal, sendo então difundidas enquanto ‘modelo de utilidade’ legado da Natureza ao Homem, e com isto, reavivando o saudável hábito cultural brasileiro de “tomar banho de bucha”. Daí a exportar tal hábito, é só questão de tempo e vontade (política e empresarial).
CAIXA PARA COLARIZAÇÃO DE BUCHAS
Buscando imaginar a dimensão potencial do mercado nacional e de exportação para o pleno sucesso deste projeto-maior A Bucha Vegetal Brasileira, vimo-nos a princípio diante de um problema: como colarizar milhares de buchas?
Mas por ou-tro lado, e justamente considerando os seus aspectos, educativo, sa-nitário, e de trabalho artesanal, e daí pensan-do na possibilidade de geração de renda infor-mal, surgiu-nos a solu-ção: criamos a Caixa Para Colarização de Buchas (conforme ilus-tração ao lado).
Trata-se de um kit, que oferecendo suporte para a execução do trabalho (permitindo seja ele feito em qualquer local, individualmente ou em equipe, envolvendo de jovens a idosos, familiares ou em agrupamentos de albergados, presidiários e outros), contém os poucos instrumentos necessários: um tesoura; duas pinças e uma agulha alongada (para a retirada das poucas sementes renitentes ao sistema de bateção); e um dedal (adaptado de maneira apropriada à desobstrução dos canais das “lágrimas”).
Desta forma, os Parceiros Institucionais cuidariam de distribuir as ‘Caixas’ às comunidades, ensinando-as a colarizarem as buchas. Enquanto os Parceiros Empresariais se incumbirão de fornecer o material: buchas, lágrimas de N.Senhora, fio de nylon. E de remunerar o trabalho realizado.
Uma Palavra Necessária:
Cuidamos de traçar aqui o entrelaçamento natural existente, de uma questão/projeto-cultural/econô-mico, maior, nacional, para com o projeto empresarial da Empresa Rural, SIRIUS PROD. IND. E COMÉRCIO LTDA. Eis, ao nosso ver contemporâneo, Um Exemplo de Projeto Político/Empresarial Para o Brasil Hoje.
Sylvio Lanna
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